Sábado, 5 de Julho de 2008

Monsenhor Alberto José Gonçalves

 

 

 

Fotografia tirada na apresentação da bandeira de Ruivães em 15 de Agosto de 2003.

 

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Vila de Ruivães às 10:28

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20 comentários:
De giesta a 5 de Julho de 2008 às 20:09
Bela e saudosa surpresa!
O que uma pessoa é e naquilo que se torna (físicamente, claro!)
Mas é a lei da vida. A outra Vida é aquela que vale a pena cuidar neste mundo, agindo, fazendo o bem. E, se é certo, que há Céu e Inferno, este Grande Homem, com os seus defeitos e virtudes, está no Céu.
Bonita surpresa!
De António Silva a 8 de Julho de 2008 às 11:02
Será que não há nada mais interessante para colocar no blog? Depois do que fez por esta terra..que fez dela uma prisão aos direitos eticos, só lhe faltava controlar o pensamento e opinião das pessoas. Ai de quem fosse opositor ao regime que na sua inocencia lhe confessavam o que lhe ia na mente e andavam à perna com a pide. Ainda me lembro do Abilio do Bernardo que foi levado não se sabe para onde e já não se sabia se regressava...O Monsenhor Pide, que algumas pessoas se lembram do tempo dos esfola caras e come cães. Não me venham recordar velhos tempos que me marcaram.
De paulo miranda a 8 de Julho de 2008 às 13:42
caro António Silva: claro que há outras coisas mais - interessantes ou não depende do critério de cada um - para colocar no blog. eu, como autor do blog, permiti-me colocar esta fotografia do Monsenhor Alberto José Gonçalves que, quer se goste ou não, é uma figura incontornável da história recente de Ruivães.
quanto às outras coisas "mais interessantes", os contributos são sempre bem-vindos , tal como já referi numa resposta a um comentário no post "Casa de Dentro - Capitão Mor (exteriores)", que segundo me parece terá sido feito pela mesma pessoa.
abraço
De António Silva a 8 de Julho de 2008 às 14:47
Senhor Paulo pergunte às pessoas da minha idade nascidos na decada de 40 ou até antes o que foi esse senhor, até o comentário deixado inicialmente o transparece, quem era e como ficou!Você já não é desse tempo, mas os seus pais são. A gente não podia fazer um bailarico...Ainda me lembro do Júlio Duarte que por algumas vezes fugiu dele senão batia-lhe com um junco, e o Júlio quase podia ser pai dele. Peço desculpa desde já por ser conflituoso e não quero de modo algum desvalorizar o seu blog, que é de grande valor para a cultura da vila.

Há pessoas com identidade bem mais sustentável e sólida para referir.

Porque não fazem uma homenagem ao Abel Mota, ao Herminio, ao Amadeu, ao Romano, aos da Silvéria, etc e a pessoas jovens porque não. Temos alguns poucos jovens com destaque nesta vila que estão enriquecendo a cultura, o conhecimento, a fazer caminho.

Vão a casa das pessoas, falem com elas, aprendam alguma coisa, e coloquem aqui os testemunhos. Isso é glorificar quem tanto fez pelos homens de hoje.

Abraço.
De giesta a 8 de Julho de 2008 às 20:43
Tem piada que eu sou de uma geração que devia conhecer o trabalho feito em Ruivães por essas pessoas que aí são indicadas e não me lembro de terem feito seja o que for que fique a lembrá-los!
Também não os conheço do mundo da cultura. Caminho todos nós fazemos.
Talvez sejam falhas minhas.
Só me lembro de figuras que deixaram réstia de alho feito em prol da Comunidade, entre as quais me conto, obviamente.
De Ana Duarte a 8 de Julho de 2008 às 14:42
Sempre vi este blog como um meio de mostrar Ruivães a quem quiser saber novidades, recordar o passado e mostrar o que falta fazer.
Não estando a querer ajuizar, bem ou mal, sobre o Monsenhor Alberto José Gonçalves, ele foi um personagem importante, relevante e que sempre fará parte da história de Ruivães. Dele, como de todas as outras pessoas da terra, há quem goste e há quem não goste. Queira-se ou não!
No meu ponto de vista, o autor do blog- mais uma vez, parabéns pelo trabalho- colocou este post como poderia colocar um outro qualquer, sobre o que de bem, o que de mal, o que se faz, o que não se faz e devia fazer nesta linda terra. Aliás, já noutras ocasiões ele se serviu do blog para "mostrar" aspectos menos simpáticos: falta de limpeza de alguns caminhos, monumentos que estão esquecidos, casas abandonadas, etc.
A colocação do post, se reparar, nada diz sobre a pessoa que foi o Monsenhor. Nesse aspecto, o autor foi isento. Mas, se reparar, logo o primeiro comentário é muito favorável a essa colocação. O seu comentário já não o é... Concerteza outras pessoas concordarão, ou deixarão de concordar, ainda que não escrevam aqui.
Por isso é que este blog é aberto aos seus leitores: para fazerem os comentários que entenderem. Estes nem sempre têm que ser abonatórios; podem ser para discordar ou rectificar- como também já aconteceu- o que por aqui se lê.
Os leitores também podem- o autor farta-se de o relembrar- participar na elaboração do blog, enviando fotografias, textos, lembranças dos tempos passados, ou simplesmente escrevendo das terras onde se encontram- em Portugal ou estrangeiro- para, apenas, dizer um "olá".
Se o senhor que escreve o texto anterior acha que está mal, participe! Dê ideias do que poderá aparecer aqui. Ou então não! Mas deixe que outros o façam.
É disto que este blog é feito; é disto que ele se vai mantendo... quem quer lê, quem não quer não lê.




De Ana Duarte a 8 de Julho de 2008 às 15:04
Ora bem! Por uma diferença de alguns minutos, o meu comentário teria sido ligeiramente diferente...
Assim, sim! Dar ideias é o que se pretende.
A ver vamos se o autor do blog vai conseguir material para mostrar o que o senhor sugere.
Fica o desafio!
De giesta a 8 de Julho de 2008 às 20:32
Eu também não elogio toda a actividade de Monsenhor Alberto, mas no conjunto da sua vida, teve uma passagem por este mundo que deixou marcas positivas.
É inegável que hoje a PIDE tem outro nome (SIS e tantos...), ou alguém pensará que qualquer regime, mesmo democrático, não tem informadores?
Pois é: ajuizar com sabedoria e olho crítico não é para todos.
Também tive na família gente perseguida injustamente e outras mazelas da ditadura que nem vale a pena lembrar. Mas no regime é costume dizer-se e fazer-se:"Quem não é por mim é contra mim". Este princípio é válido para todos. Toda a pessoa por mais cretina que seja, gosta de ser elogiada quanto mais aqueles que o mereceram.
Eu contestei muito a forma de ser Igreja de Monsenhor Alberto dizendo-lhe NÃO algumas vezes, coisa que os seus fieis críticos/amigos nunca lhe disseram. Preferiam falar dele nas costas, ridicularizá-lo sentando-se à mesa com ele. Traidores como Judas.
É preciso saber julgar a História, meu caro!
De António Silva a 9 de Julho de 2008 às 00:20
Respeitando as opiniões de todos os que consultam este blog, só tenho uma coisa a dizer: vocês são muito jovens para ajuizar algo a este respeito, não viveram os factos, falem com as gentes que passaram por elas como se diz na gíria.

O Salazar também ficou para a história, mas não pelas suas virtudes meus senhores!!Já se falasse em Aristides de Sousa Mendes esse sim ,merece ser reconhecido pela sua dedicação aos outros, enfrentando o regime.

Será que não há ninguém assim cá em Ruivães?ou pelo menos que tenha atitudes que se possam classificar como tais? O senhor Nuno que trabalhou na antiga farmácia, não foi um Homem que se dedicou a ajudar os utentes? mais do que esta que está lá agora ...


Mas há muitas ou algumas pessoas, que merecem ser tratadas com um carinho especial, tal como o Dr. Louro que por vezes é criticado pela sua antipatia, mas não deixa de ser preocupado com os doentes e muito competente, ao contrario dos que o antecederam, que queriam "presuntos" e conversa...

Não queiram que eu fale, pois no meu silêncio oiço e vejo coisas que muitos de vocês não sabem.


A idade é a base de sustentação, com os anos por mim passados aprendi a compreender e a aferir que a personalidade é implícita e disjunta do que percebemos tal como as pessoas de fachadas que não têm valor. O Gualdino por exemplo foi um Ruivanence de muito mais relevância para a identidade da vila do que o Monsenhor, que vestia faixas coloridas sem que no entanto me parecesse em supremacia .

Despeço-me

Abraço e beijinhos a todos.
De giesta a 8 de Julho de 2008 às 21:24
E já agora, o ditado é:"esfola caras e mata cães"-mas isso foi um atributo injustamente posto às pessoas de Ruivães no tempo do volfrâmio, ou talvez antes, no tempo do Zé do Telhado. Quando a camioneta vinha só até Ruivães e os passageiros seguiam a pé, por essa noite de breu, até à Venda Nova, Pisões...
Foi numa dessas viagens que assaltaram uma pessoa no caminho , esfolando-lhe a cara para não se identificar a pessoa. Não foram os de Ruivães mas alguém que já vinha com na camioneta e se apercebeu que a pessoa levava dinheiro consigo.
Esta História e outras pode encontra-se em "Contos do Baixo Barroso"

Portanto, essa de comer cães, a apenas esfolá-os ainda vai muito...
De António Silva a 9 de Julho de 2008 às 00:32
Ó meu caro!!Que se faz passar por giesta, a história não foi assim, se esfolaram caras mais para cima não sei, mas que o fizeram em Ruivães, fizeram. Não sabes metade da história...então não ficaram a jogar às cartas e sabe-se mais o que, e deram dormida a um fulano vindo de baixo e com vinho à mistura!!Acabaram mata-lo por causa do jogo e do seu dinheiro, depois para que não fosse identificado cortaram-lhe a cabeça e esfolaram-lhe a cara?

Fale com pessoas que sabem bem da história, escrevam livros, porque senão a próxima geração ainda vai contar a história em complacência com a transmitida.

De Ruivanense Adoptvo a 9 de Julho de 2008 às 14:50
Monsenhor Alberto José gonçalves foi um Homem do seu tempo e não podemos desligar o homem da sua circunstância.
Ninguém o está a canonizar, mas também não se pode criticar só por criticar.
Acertou e errou como todos...mas a sua obra é muito positiva e só quem quiser vver na cegueira a não descobre.
Ajudou muita gente, sabia acolher e ser Pastor, dedicou uma vida a Ruivães e aos ruivanenses.
A sua figura é incontornável na história desta vila e tentar ignorá-lo seria falsear essa mesma história.
Aqueles que o criticavam, directa ou indirectamente, o que fizeram por esta terra? Que obra nos legaram?
Qum se preocupou com a educação das crianças e jovens e com o destino dos idosos que tanto deram à vida e a quem todos nós tanto devemos?
De elefante branco a 9 de Julho de 2008 às 15:20
Sabes meu caro António, a vida é muito bonita para quem já nasce em berço de ouro. Mas é dura para os que palmo a palmo se erguem à sua custa, sem pai, nem mãe, sem dinheiro, sem heranças...o choradinho do costume.
Felizes aqueles que não invejam a felicidade dos outros e procuram ser felizes com o que têm, sem traumas, sem recalcamentos, sem amargura.
Todos vamos repousar em dois palmos de terra e juntar-nos à matéria enquanto matéria que somos. O que nos distingue é a Alma, a Inteligência, o Espírito, aquilo que não morre. É esse Espírito cheio de beleza que devemos mostrar ao mundo mesmo no meio das dificuldades.
De eucalipto a 10 de Julho de 2008 às 22:32
Boas

Pessoal adorei ver que criaram uma página da net acerca de Ruivães. Estive a ler os comentários e são fixes, em especial do antónio que diz umas coisas que o meu avo contou á uns anos atras quando era vivo, já me faz lembrar aquela cena dos papeis quando foi as eleiçoes para a camara, que metia o Travessa tb...lol

Parabéns
De elefante branco a 11 de Julho de 2008 às 10:32
meu caro eucalipto, a cena dos papeis anónimos foi um grande acto de COBARDIA, como são todos os anónimos. Nós aqui temos um pseudónimo mas se nos obrigarem a retratar-nos ou dizemos quem somos ou desaparecemos de vez.Ãs coisas são para ser dita com verdade e esses papeis que eu também li, eram um chorrilho de mentiras e ofensas a toda a gente no fim de contas. Sabes eucalipto, quando se maltrata um Ruivanense legítimo é cada um de nós que está a levar nas orelhas.
Por isso, esses anónimos, os papeis a mancharem o nome de cada um, podem satisfazer o ego de quem os faz mas que são um trabalho de "merda", isso são.
É que nós devemos enfrentar as pessoas e dizer o que pensamos ou então ficamos calados, porque fazer mal a alguém não se faz só quando se mata ou esfola ou se pendura no Pelourinho. Há males muito maiores, como denegrir o bom nome de cada um que, por sinal, é um direito consagrado na Constituição. Quem difamar alguém, vai para a prisão, sabias eucalipto?
Ponto final.
Volta sempre, mas aprecia as coisas boas de poderes ler algo de alguém que até te dá conselhos à borla.
Abraço.
De Giesta a 11 de Julho de 2008 às 10:46
Olá bom dia .
Deve haver aqui um engano eu me chamo Giesta sim mas nunca fiz estes comentários que estão aqui em nome de Giesta.... Por isso não me culpe destes comentários.
Bom dia
De paulo miranda a 11 de Julho de 2008 às 15:58
é por isso que seria interessante aqueles que preferem utilizar pseudónimos fazerem um registo no sapo e assim evitavam-se essas situações.

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